Diretor de Stranger Than Heaven responde críticas sobre inclusão de Tupac

Diretor de Stranger Than Heaven responde críticas sobre inclusão de Tupac

  Stranger Than Heaven Tupac virou um dos assuntos mais comentados após a revelação de que o rapper, morto em 1996, aparecerá no novo jogo do RGG Studio. A decisão gerou críticas de parte da comunidade, principalmente por envolver o uso da imagem de uma pessoa falecida em uma obra inédita. Em entrevista à IGN,

 

Stranger Than Heaven Tupac em polêmica sobre inclusão do rapper no jogo da RGG Studio

Stranger Than Heaven Tupac virou um dos assuntos mais comentados após a revelação de que o rapper, morto em 1996, aparecerá no novo jogo do RGG Studio. A decisão gerou críticas de parte da comunidade, principalmente por envolver o uso da imagem de uma pessoa falecida em uma obra inédita.

Em entrevista à IGN, Masayoshi Yokoyama, diretor executivo de Stranger Than Heaven e chefe do RGG Studio, comentou a polêmica e defendeu a escolha criativa do estúdio.

Segundo Yokoyama, tanto o espólio quanto a família de Tupac Shakur aprovaram a participação do artista no game. Ele também afirmou que o personagem não terá voz gerada por inteligência artificial, e sim por um ator real.

Diretor de Stranger Than Heaven responde críticas sobre Tupac

A inclusão de Tupac em Stranger Than Heaven chamou atenção assim que foi revelada durante a temporada da Summer Game Fest.

O rapper aparece no jogo usando sua semelhança visual, mas ainda há poucos detalhes sobre o papel exato do personagem na história. A própria falta de contexto ajudou a alimentar a discussão, já que muitos jogadores questionaram se a escolha seria uma homenagem respeitosa ou apenas uma forma de chamar atenção.

Yokoyama reconheceu que críticas eram esperadas, mas afirmou que o estúdio só seguiu adiante depois de conversar com as pessoas responsáveis pela autorização.

Família e espólio teriam aprovado a participação

Um dos pontos mais importantes da entrevista é a questão da permissão.

Yokoyama disse que o RGG Studio conversou tanto com o espólio quanto com a família de Tupac antes de seguir com a ideia. Segundo ele, a participação não foi tratada apenas como um uso de imagem, mas como algo que precisava honrar a pessoa retratada.

“Nos certificamos de conversar com o espólio e com a família, e de obter a permissão deles. Não apenas permissão: conversamos sobre o que queríamos fazer, e eles ficaram muito animados com a oportunidade.”

A fala tenta responder uma das críticas centrais: a de que Tupac não está vivo para consentir pessoalmente com sua presença no jogo.

RGG Studio diz que não usará IA na voz

Outro ponto sensível era a possibilidade de o estúdio usar inteligência artificial para recriar a voz de Tupac.

Yokoyama afirmou que essa não foi a escolha da equipe. Segundo ele, o RGG Studio valoriza atuação e decidiu buscar uma pessoa real para dar voz ao personagem, sem tentar apenas imitar o rapper.

“Queríamos focar em conseguir uma pessoa real para trazer sua própria interpretação ao personagem. Não queríamos que ela apenas imitasse; queríamos que trouxesse a personalidade dele, mas com uma voz diferente.”

Esse detalhe é importante porque o uso de IA para recriar artistas falecidos é um tema cada vez mais delicado na indústria do entretenimento.

Yokoyama compara Tupac a Bunta Sugawara

O diretor também lembrou que essa não é a primeira vez que o RGG Studio trabalha com a imagem de uma pessoa falecida.

Em Stranger Than Heaven, o personagem Genzo Iwaki usa a semelhança de Bunta Sugawara, ator japonês muito conhecido por filmes de yakuza e figura importante do cinema japonês.

Para Yokoyama, o caso de Tupac segue uma lógica parecida: usar a imagem de alguém marcante, mas buscando criar um papel que esteja à altura da importância da pessoa.

Crítica é uma liberdade do público, diz diretor

Mesmo defendendo a decisão, Yokoyama afirmou que entende a existência de críticas.

Segundo ele, qualquer produto de entretenimento está sujeito a opiniões negativas, e o público tem liberdade para se manifestar. O diretor, porém, deixou claro que a equipe acredita na escolha feita.

“A crítica é uma liberdade que as pessoas têm o direito de exercer. Mas isso é algo que achamos que era uma boa ideia e que agregaria valor ao nosso jogo.”

Essa fala resume bem a posição do estúdio: aceitar que a decisão pode incomodar parte do público, mas manter a confiança criativa no caminho escolhido.

“Tentar agradar a todos é trabalho de político”

A frase mais forte da entrevista veio quando Yokoyama falou sobre a tentativa de evitar críticas a qualquer custo.

Para ele, quem cria jogos não deve tomar decisões apenas para não desagradar ninguém. O objetivo seria criar experiências marcantes, emocionantes ou profundas para o maior número possível de pessoas.

“Tentar agradar a todos é trabalho de político. Para quem faz jogos, nosso trabalho é tentar proporcionar uma experiência inspiradora, emocionante ou profunda para o maior número de pessoas possível.”

A declaração mostra que o diretor não pretende recuar da escolha, mesmo sabendo que parte da comunidade continuará criticando a presença de Tupac no jogo.

Stranger Than Heaven segue cercado de curiosidade

Stranger Than Heaven é o novo jogo do RGG Studio e chama atenção por misturar crime, música, drama e uma ambientação histórica ligada ao universo de Like a Dragon.

A presença de nomes como Snoop Dogg e Tupac aumentou ainda mais a curiosidade em torno do projeto, mas também abriu uma discussão ética sobre o uso de artistas falecidos em games.

Por enquanto, Yokoyama tenta deixar claro que a escolha foi feita com autorização, sem IA na voz e com intenção de respeito.

Polêmica deve continuar até o lançamento

Mesmo com a explicação, é provável que a discussão continue.

Para alguns fãs, a aprovação da família e do espólio pode ser suficiente. Para outros, o uso da imagem de uma pessoa falecida em um novo personagem ainda será desconfortável, independentemente da autorização.

No fim, a participação de Tupac em Stranger Than Heaven já virou um dos pontos mais comentados do jogo antes mesmo do lançamento.

Agora, resta saber se o RGG Studio conseguirá transformar essa escolha em algo realmente relevante dentro da história ou se a presença do rapper será lembrada apenas como uma decisão polêmica de marketing.

!

Fonte da notícia: IGN.

Compartilhe:

Deixe um comentário