Só 7 jogos físicos de PlayStation passaram de 100 mil vendas em 2026

Só 7 jogos físicos de PlayStation passaram de 100 mil vendas em 2026

Dados da Circana mostram que somente sete jogos físicos de PlayStation venderam mais de 100 mil unidades nos EUA em 2026.

Os fãs do PlayStation continuam cobrando que a Sony preserve os jogos em disco, mas os números de vendas mostram uma realidade bem diferente.

Em todo o ano de 2026, apenas sete jogos físicos de PlayStation conseguiram ultrapassar a marca de 100 mil unidades vendidas nos Estados Unidos.

O resultado coloca ainda mais pressão sobre o futuro da mídia física e ajuda a explicar por que empresas estão investindo cada vez mais em consoles sem leitor e lançamentos exclusivamente digitais.

Resumo rápido:
dados da Circana mostram que somente sete jogos de PlayStation venderam mais de 100 mil cópias físicas nos Estados Unidos em 2026. Na semana encerrada em 11 de julho, apenas dois títulos passaram de 10 mil unidades em disco.

Só sete jogos físicos passaram de 100 mil vendas

Os números foram divulgados por Mat Piscatella, analista da Circana especializado no mercado norte-americano de videogames.

Segundo ele, apenas sete jogos físicos lançados para plataformas PlayStation ultrapassaram 100 mil unidades vendidas desde o começo de 2026.

O levantamento inclui todos os jogos, todas as editoras e todas as plataformas PlayStation.

Somente sete jogos de PlayStation venderam mais de 100 mil unidades físicas nos Estados Unidos durante o ano.

Isso significa que os dados não representam apenas jogos produzidos pela Sony ou exclusivos de PS5.

O recorte considera também títulos de outras empresas vendidos fisicamente para os consoles da marca.

A semana de julho foi ainda mais fraca

O desempenho semanal também mostra como o mercado de discos perdeu força.

Na semana encerrada em 11 de julho de 2026, apenas dois jogos de PlayStation venderam mais de 10 mil cópias físicas nos Estados Unidos.

Para uma plataforma com milhões de jogadores ativos, são números baixos, especialmente quando comparados ao tamanho das campanhas realizadas nas redes sociais em defesa dos discos.

Fãs protestam, mas poucos realmente compram

Existe uma diferença cada vez maior entre o que os jogadores escrevem nas redes e aquilo que aparece nos números de venda.

Um exemplo recente aconteceu com Marvel’s Wolverine. O trailer do jogo recebeu milhares de comentários de fãs preocupados com o futuro da mídia física no PlayStation.

Porém, os dados indicam que o número de pessoas comprando jogos em disco está muito abaixo do barulho visto nos comentários.

Piscatella resumiu a situação de maneira direta: usar a voz nas redes é válido, mas comentar não custa nada.

Se os jogadores realmente querem preservar a mídia física, as empresas precisam enxergar essa demanda nas vendas, não apenas nos comentários.

O levantamento vale somente para os Estados Unidos

É importante não transformar os números em uma conclusão mundial.

O levantamento considera apenas as vendas realizadas nos Estados Unidos.

O mercado físico pode apresentar um desempenho diferente em países como Brasil, Japão, Reino Unido, França ou Alemanha.

Mesmo assim, os Estados Unidos continuam sendo um dos maiores mercados de videogames do mundo, tornando essa queda muito significativa para empresas como Sony, Microsoft e grandes editoras.

Quais jogos podem estar entre os sete?

A Circana não divulgou publicamente a lista completa dos sete títulos.

Estimativas internacionais indicam que jogos como EA Sports FC 26, Resident Evil Requiem e 007 First Light podem estar entre os lançamentos com melhor desempenho físico.

Esses nomes, porém, não foram confirmados oficialmente como parte da lista norte-americana.

No caso de Resident Evil Requiem, estimativas apontaram que aproximadamente 27,8% das 3,5 milhões de cópias vendidas mundialmente vieram de versões físicas.

É um resultado forte para um único jogo, mas não suficiente para mudar a tendência geral do mercado.

O gasto com jogos físicos caiu de forma brutal

A queda não começou em 2026.

Nos 12 meses encerrados em maio de 2009, consumidores norte-americanos gastaram aproximadamente US$ 11,5 bilhões com jogos físicos novos.

No mesmo período encerrado em maio de 2026, o valor havia caído para cerca de US$ 1,6 bilhão.

A mídia física ainda movimenta muito dinheiro, mas representa uma parte bem menor do mercado do que no passado.

Queda do mercado físico nos EUA:

  • 2009: aproximadamente US$ 11,5 bilhões;
  • 2026: aproximadamente US$ 1,6 bilhão;
  • Diferença: queda de quase US$ 10 bilhões no gasto anual.

Consoles sem leitor aceleram a mudança

A própria base instalada dos consoles está mudando.

Mais da metade dos consoles Xbox Series vendidos nos Estados Unidos não possui leitor de disco.

No caso do PS5, mais de um quarto dos aparelhos vendidos no país também não aceita mídia física sem um leitor adicional.

Isso reduz automaticamente o número de consumidores que podem comprar jogos em disco.

Quanto mais aparelhos exclusivamente digitais entram no mercado, menos atraente se torna para as empresas fabricar, transportar e distribuir versões físicas.

Por que o digital é mais interessante para as empresas?

No lançamento digital, não é necessário fabricar discos, caixas ou materiais impressos.

Também não existem custos relacionados ao transporte, armazenamento em lojas e devolução de produtos que não foram vendidos.

Além disso, uma venda digital não pode ser revendida como um jogo usado.

Para as empresas, isso significa maior controle sobre preços, distribuição, promoções e acesso aos produtos.

Mas a mídia física ainda possui vantagens importantes

A queda nas vendas não significa que os discos perderam completamente sua importância.

A mídia física ainda oferece benefícios importantes para o consumidor, principalmente em relação à possibilidade de emprestar, vender, trocar ou colecionar jogos.

Ela também pode ajudar na preservação de títulos retirados das lojas digitais, embora muitos discos atuais ainda dependam de atualizações e downloads adicionais.

Outro ponto é o preço. Jogos físicos frequentemente recebem descontos em lojas e podem ser encontrados usados por valores mais baixos.

O fim dos discos afeta até quem compra digital

Mesmo quem prefere comprar jogos digitais pode ser afetado pelo desaparecimento das versões físicas.

Sem a concorrência das lojas e do mercado de usados, as plataformas digitais passam a ter mais controle sobre os preços.

Um jogo antigo pode continuar custando caro caso a única opção de compra esteja dentro da loja oficial do console.

A mídia física funciona como uma alternativa e ajuda a manter diferentes formas de acesso aos jogos.

A Sony está certa ao abandonar os discos?

Do ponto de vista financeiro, os dados ajudam a entender a estratégia da empresa.

Manter fábricas, distribuição, estoques e contratos com lojas para atender uma parcela cada vez menor dos consumidores pode deixar de ser vantajoso.

Por outro lado, abandonar completamente os discos também pode prejudicar preservação, concorrência e liberdade de escolha.

O problema não possui uma resposta simples.

O que isso significa para os jogadores?

Na prática, quem deseja manter a mídia física precisa demonstrar essa preferência comprando os jogos em disco enquanto eles ainda estão disponíveis.

Comentários, abaixo-assinados e protestos podem chamar atenção, mas dificilmente mudam decisões empresariais sem uma demanda comercial real.

A tendência indica que os próximos consoles podem oferecer menos opções com leitor, enquanto mais jogos poderão chegar somente em formato digital.

Já acompanhamos anteriormente a polêmica envolvendo a estratégia da Sony. Confira também nossa matéria sobre o futuro dos jogos físicos no PlayStation.

A próxima geração pode acelerar o fim da mídia física

O analista acredita que o mercado pode ter menos de uma década de software físico pela frente.

Isso não significa que todos os discos desaparecerão imediatamente.

Edições especiais, colecionáveis e lançamentos limitados podem continuar existindo por mais tempo.

Porém, a mídia física tradicional corre o risco de deixar de ser o formato principal e virar um produto voltado apenas para colecionadores.

Quem quer discos precisa comprar discos

Os números deixam uma mensagem difícil para os defensores da mídia física.

As críticas nas redes mostram que existe preocupação com o tema, mas as vendas indicam que poucos consumidores estão transformando essa preocupação em compra.

Se essa realidade não mudar, empresas como a Sony terão cada vez mais argumentos para acelerar a transição completa para o digital.

E você, ainda compra jogos físicos ou já migrou completamente para o digital? Acha que os discos realmente podem desaparecer na próxima geração? Deixe sua opinião nos comentários.

Fonte

Fonte: GamesRadar+.

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